O casarão, transformado em centro cultural, data do início do século passado e pertenceu ao general Ângelo Mendes de Moraes, prefeito do Rio de janeiro (1947 a 1951) e, mais tarde, por quatro décadas, à família da deputada Lígia Lessa Bastos. Erguido nas terras da antiga fazenda São Clemente, estava desabitado há anos, e foi arrematado por Leonardo Franco do dia 04 de julho de 2001.

De posse do terreno, Leonardo convidou o cenógrafo e arquiteto paulista J.C. Serroni, autor do livro Uma Memória do Espaço Cênico no Brasil, para desenvolver o anteprojeto do SOLAR DE BOTAFOGO. O projeto executivo foi entregue a José Dias – doutor em Cenografia pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA) –, que trabalhou em colaboração com o arquiteto Maurício Campbell.

Entre a compra do imóvel e o licenciamento da obra, foram necessários três anos de espera. Em 10 de maio de 2004, sob o comando do Engenheiro Rogério de Oliveira da empresa CCBM, tinha início a demolição do espaço interno do casarão, de onde foram retirados mais de 400 caminhões de entulho. Três meses depois, começava o trabalho de assentamento das fundações que sustentariam a nova estrutura projetada por Serroni e José Dias.

Após o término das duas primeiras fases da obra, Leonardo convidou um grupo de arquitetos e cada um ficou responsável por decorar um dos ambientes. A ideia era transformar o centro cultural numa mostra permanente de arquitetura de interiores.

Caco Borges criou a ambientação do Teatro Solar; Chicô Gouvêa, a do café-concerto; Flávia Santoro e Danielle Parreira ficaram com o lounge; Alexandre Lobo e Fábio Cardoso, com a Galeria de Arte Vertical; Maurício Prochnik, com os camarins; Cláudia Brassaroto projetou os banheiros públicos, Isve Campos, a sala de estar e de música, Alexandre Murucci, o elevador e a bilheteria, Jairo de Sender, o Teto Solar, além da equipe da Landscape que decorou a fachada e o artista plástico Dudu Garcia que fez do Espaço II uma instalação cênica.

Com uma equipe permanente de 30 operários e a participação indireta de cerca de 300 profissionais, a construção do CENTRO CULTURAL SOLAR DE BOTAFOGO, consumiu trinta meses até o dia de sua inauguração, em 17 de outubro de 2006.

HISTÓRIA

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